sexta-feira, 17 de agosto de 2018

DICAS PARA JORNALISTAS PARA COBRIR A ATUALIZAÇÃO DA PNEE-2008


O que um/a jornalista tem que ter em mente para cobrir com qualidade a Atualização da PNEE-PEI 2008, segundo o JEDUCA!

Em busca de novidades sobre a Atualização da Política de Educação Especial 2008, encontrei na web uma matéria de excelente qualidade jornalística, que merece ser divulgada porque trata da produção de um jornalismo responsável e imparcial, mas informativo. 


Infelizmente, muito do que é produzido no jornalismo brasileiro é, historicamente, tendencioso e, portanto, traz a posição política do jornalista ao invés das múltiplas visões e concepções em torno de um tema polêmico. Fazer uso do jornalismo ou das mídias para confundir, independentemente da ´verdade´dos fatos (que sempre podem ter múltiplas interpretações, me lembra a razão pela qual os regimes ditatoriais (como aconteceu no Brasil) imediatamente impedem a mídia de se expressar e tomam posse das agências de noticias porque elas são fundamentais para formar opinião, entendimentos, concepções e ideologias... 

Por isso, a iniciativa do JEDUCA deve ser disseminada, parabenizada e merece destaque no âmbito do debate em torno da Atualização da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva 2008. Conheça o JEDUCA clicando AQUI

Você pode também ler a matéria aqui no BLOG, na próxima postagem...

A seguir divulgamos as dicas para jornalistas fazerem matérias de qualidade sobre a Atualização da PNEE-PEI 2008

O que o jornalista precisa ter em mente nessa cobertura é procurar levantar informações que colaborem para trazer para o debate público elementos que ajudem na compreensão da própria política, seus efeitos e os desafios existentes. Não é simples fazer essa cobertura porque, de um lado, ela envolve conceitos e aspectos legais bastante específicos que precisam ser bem compreendidos.

Além disso, existe uma carência de dados. Não se sabe, por exemplo, o tamanho do público-alvo de educação especial no Brasil, já que inexistem dados que dimensionem a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e superdotação/altas habilidades.

Esse fato impõe uma série de dificuldades para a implementação de políticas e monitoramento de metas – inclusive a Meta 4 do PNE, que prevê a universalização do atendimento educacional especializado desse grupo preferencialmente na rede regular de ensino até 2024. Afinal, se o tamanho da população é desconhecido, não há como saber quantas crianças e adolescentes estão fora da escola. Os dados disponíveis são do Censo Escolar, que permitem um retrato parcial da realidade (como compreender características da trajetória escolar desses estudantes, por exemplo).

Também são escassas as informações disponíveis sobre financiamento dos programas governamentais associados à implementação das políticas de educação especial/inclusão, o que pode merecer um esforço de investigação dos jornalistas.

A formação dos professores, sobretudo a formação continuada, e demais profissionais da escola é um fator crucial para a inclusão, constituindo outra frente de análise para quem está na cobertura.

Não menos importante, nessa cobertura, é ir às escolas. O jornalista precisa ouvir professores, gestores, os próprios estudantes e suas famílias sobre a educação que recebem e suas expectativas.

#MartaAvancini #PNE #PNEEPEI #PoliticaNacionaldeEducacaoEspecialnaPerspectivadaEducacaoInclusiva #MaisDiferenças #LaillaMicas #InstitutoRodrigoMendes #Educacaoinclusiva #educacaoespecial #CarlaMauch #DeOlhonoPNE
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Fonte: http://jeduca.org.br/texto/revisao-da-politica-de-educacao-especial-pelo-mec-cria-polemica 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Revisão da política de educação especial pelo MEC cria polêmica - JEDUCA


A matéria a seguir, do JEDUCA, possui qualidade porque informa e apresenta diferentes visões, incluindo a do MEC... Todavia, cabe destacar que outros encontros já foram realizados desde a data de publicação desta matéria. Vide outras postagens deste BLOG. 

JEDUCA é "uma associação criada por jornalistas que cobrem educação, para apoiar 
colegas que trabalham com o tema (todos os dias ou de vez em quando)."

Acesse a próxima postagem com DICAS para Jornalistas sobre como elaborar uma matéria de qualidade que informe de forma apropriada @s leitor@s interessad@s no assunto.


Medida anunciada por ministério causa mobilização de entidades para as quais é preciso fortalecer escolas regulares como espaços de formação de alunos com deficiência; tema ainda não ganhou força no noticiário.                                              por Marta Avancini  (28/05/2018)


O debate em torno da atualização da PNEEPEI (Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva) foi um dos temas do webinário realizado em maio pela Jeduca e pelo movimento Todos pela Educação sobre a Meta 4 do PNE (Plano Nacional de Educação), que aborda a educação especial/inclusiva. O assunto ainda não ganhou força no noticiário, mas já está mobilizando os movimentos e organizações ligadas aos segmentos envolvidos – os estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e superdotação/altas habilidades.

A notícia sobre a avaliação e possível atualização da política de educação especial e inclusiva foi dada pelo MEC (Ministério da Educação), que publicou nota em seu site sobre uma reunião com representantes de entidades ligadas ao setor para apresentar as diretrizes e os conceitos orientadores da revisão em estudo. 

Não é a possível atualização da PNEE-PEI 2008, mas a atualização contecerá após a fase de publicização do documento proposto pelo MEC para Consulta Pública, prevista para SETEMBRO de 2018, conforme tratado na postagem deste blog http://pnee2018.blogspot.com/2018/07/formulario-de-sugestoes-para-proposta.html 

Segundo o MEC, o objetivo é promover a “inclusão efetiva e não apenas a matrícula”, além da “acessibilidade plena a todos os recursos que viabilizem o crescimento e aprendizagem dos alunos”. O texto informa ainda que será realizada uma consulta pública (prevista para setembro 2018 após a análise da compilação de dados realizada nos estados e municípios) sobre o assunto para receber contribuições da sociedade, ainda sem data definida.

Outro motivo, de acordo com o ministério, é a necessidade de atualizar a política frente aos marcos legais aprovados após 2008, o que inclui mudanças na LDB (Lei de Diretrizes e Base da Educação).

“Esses marcos legais trouxeram exigências que devem ser observadas, entre elas alterações de terminologias e conceitos, a exemplo da denominação de transtornos globais do desenvolvimento, atualizada para transtornos do espectro autista, bem como a área das altas habilidades/superdotação, cuja identificação dos estudantes ainda é um grande desafio a ser enfrentado, com propostas de atenção especializada a serem desenvolvidas”, informou o MEC.


Diferenças de perspectiva

O debate sobre a política é visto com bons olhos pelos atores envolvidos, mas não existe consenso entre as organizações e grupos sobre as mudanças. Há grupos favoráveis à revisão, e outros que temem que a proposta do MEC altere a concepção de educação inclusiva atualmente em vigor, a qual preconiza que esses alunos sejam matriculados em classes comuns, junto com os demais estudantes. Para esses setores, além de não haver contradição entre a PNEEPEI e a legislação em vigor, é preciso manter e fortalecer as escolas regulares como espaços de formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e superdotação/altas habilidades.

Como reiterou durante o webinário a jornalista Lailla Micas, do Instituto Rodrigo Mendes, é fundamental preservar alguns princípios preconizados pela legislação em vigor. “Não se pode permitir retrocessos de pontos que vêm sendo acompanhados ao longo dos anos e têm melhorado”, diz ela, referindo-se aos dados de matrícula dos estudantes com necessidades educacionais especiais.

Dados do Censo Escolar, compilados na plataforma Observatório do PNE, apontam que, do total de matrículas desse grupo de alunos, 82% eram em escolas comuns no ano de 2016. Essa proporção representa uma inversão da tendência no período anterior à política, quando predominavam as matrículas em escolas especiais (ou seja, que atendem exclusivamente crianças e adolescentes com alguma deficiência ou outro tipo de necessidade educacional específica). Em 2007, menos da metade dessa população (46,8%) frequentava uma escola comum.

De acordo com Lailla, na perspectiva da inclusão é fundamental manter e ampliar o número desses estudantes em escolas comuns. “É papel da sociedade, segundo a legislação em vigor, eliminar as barreiras para que haja equiparação de oportunidades. Isso significa colocar as pessoas em ambientes comuns. E o atendimento educacional é feito pela escola”.

Nesse contexto, explica a jornalista, o AEE (Atendimento Educacional Especializado) é um dos recursos que garantem a equiparação de oportunidades da pessoa com deficiência dentro da escola, e por isso deve ser exercido preferencialmente na rede regular de ensino. “É somente colocando essas pessoas nas escolas que a gente consegue compreender os desafios, para enfrentá-los e fazer as mudanças de práticas pedagógicas e de gestão necessárias.”


O papel do AEE

A oferta de AEE em escolas é um dos pontos que estão no cerne do debate e deverá ser um dos aspectos enfocados na atualização da política, segundo informou a diretora de Educação Especial do MEC, Patrícia Raposo.

A política em vigor preconiza que os professores da sala de aula comum e os de AEE trabalhem em conjunto, criando e implementando estratégias capazes de promover a aprendizagem e a socialização dos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e superdotação/altas habilidades. Entretanto, diagnóstico realizado pelo MEC em nível nacional, cujos resultados foram apresentados na reunião com as entidades, apontam para um baixo grau de articulação entre o professor da sala comum e o professor de AEE.  

Em matéria sobre o assunto, a Inclusive, agência de notícias especializada em inclusão, contextualiza o debate no âmbito legal nacional e internacional, apontando os efeitos de cortes de recursos sobre os programas na área da educação especial. A agência divulgou o power point apresentado na reunião no ministério.

Um dos resultados da avaliação apresentados pelo MEC aponta que uma minoria de alunos com necessidades educativas especiais matriculados em escolas comuns recebe atendimento especializado: em 2016, eram 36,8%, proporção considerada baixa pelo ministério (clique aqui para ver a apresentação)

Reações à proposta

O Fórum Nacional de Educação Inclusiva publicou um documento que questiona os argumentos apresentados pelo MEC. Entre as ressalvas está a de que nem todo aluno com necessidade educativa especial precisa, necessariamente, do AEE.

Além disso, o documento diz que as definições e caracterizações propostas pelo ministério podem dar margem a um retorno a um modelo da educação especial como um sistema paralelo ao ensino regular, com salas e escolas especiais para estudantes com deficiência e outras necessidades específicas.

Outra crítica que surgiu diz respeito ao fato de entidades historicamente envolvidas no debate sobre educação especial/inclusiva não terem sido convidadas para a reunião do MEC.  Nesse contexto, o Comitê Diretivo do Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil) enviou ofício ao ministério solicitando que movimentos sociais, universidades e entidades de classe sejam ouvidas e consideradas no processo, como informa texto em seu site.

Segundo os críticos, essa questão é relevante, pois a maioria das organizações convidadas seria favorável à diversificação dos espaços de atendimento especializado aos estudantes, de modo que ele não seja ofertado, necessariamente, na escola comum.

A Rede Brasil Atual noticiou que a Associação de Magistrados do Rio de Janeiro enviou ofício ao MEC solicitando uma audiência para discutir a proposta de atualização da PNEEPEI antes da consulta pública. A entidade considera que as propostas apresentadas são “inconstitucionais e restritivas aos direitos dos alunos da educação especial”. Outras entidades também enviaram oficio ao ministério, questionando a proposta.

Em resposta à reportagem, que procurou o MEC, a Assessoria de Comunicação informou que haverá consultas a especialistas e a entidades representativas da sociedade civil, bem como a representantes dos sistemas de ensino. Depois disso será elaborada uma proposta inicial que ainda irá para consulta pública, para que a sociedade possa dar sua  contribuição.


Fonte:

terça-feira, 7 de agosto de 2018

ENCONTRO SOBRE A ATUALIZAÇÃO DA PNEE-PEI 2008 realizado em Indaiatuba - slides disponíveis!



No dia 25 de Julho de 2018, a ONG Ed-Tod@s em parceria com a Prefeitura Municipal de Indaiatuba, realizou o evento Chá & Reflexão no CIAEI de Indaiatuba com o objetivo de discutir a Atualização da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva 2008 por meio da promoção de um encontro com profissionais da área de educação atuando em escolas (professor@s de AEE e de sala de aula regular, gestor@s),  gestor@s de municípios, pessoas com deficiência e suas famílias, representantes de ONGs que atuam com pessoas com deficiência e acadêmic@s.  

Estiveram presentes no encontro 27 participantes, dentre os quais três pessoas com deficiência (duas surdas e um cego) que fazem ou fizeram parte de movimentos sociais.

Inicialmente foi solicitado que cada um/a escrevesse sobre os pontos chaves a serem discutidos na atualização da PNEE-PEI 2008 desde a referência de sua área de atuação, cujos dados serão apresentados em outra postagem. A seguir a Professora Windyz B. Ferreira, Presidente da ONG Ed-Tod@s fez a apresentação que foi dividida em três partes: 

(1) breve histórico da Política de Educação Especial com o foco nos estudantes da EE a partir da publicação das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001) e do documento Sala de Recursos Multifuncionais (republicado em 2006 pela extinta SEESP) e 

(2) apresentação dos slides da SECADI usados na reunião do dia 16 de abril de 2018 com vistas à clarificar elementos contidos nestes slides que têm sistematicamente circulado pelas redes  sociais.

(3) rodada de comentários, perguntas e compartilhamento de experiências e visões (vide a proxima postagem)

De acordo com @s participantes há um sentimento generalizado de temor e dúvidas causada pelos rumores que atualmente circulam sistematicamente na internet.  Por isso a oportunidade de sentar com os pares e ter acesso a dados mais consistentes, poder se manifestar, refletir junt@s e fazer perguntas sobre a atualização da PNEE-PEI constituiu um momento de extrema importância para @s participantes.

Consideramos, portanto, que nossa iniciativa poderia constituir um modelo a ser seguido por organizações de pessoas com deficiência, escolas, ONG que atuam na área, grupos de famílias e, em especial, secretarias de educação. Se grupos (organizados ou não), profissionais da área de educação e pessoas se reunirem para compreender o que está acontecendo, para discutir o conteúdo dos slides e para se preparar para a etapa da consulta pública, certamente nossa presença e contribuição será mais efetiva.


A fim de contribuir com o processo, tornamos disponíveis os slides apresentados no encontro. Cabe aqui destacar que os slides da SECADI (originais com fundo preto) tiveram apenas o layout modificado, mas não o conteúdo.

Compartilhem e comentem! 




domingo, 22 de julho de 2018

Formulário de sugestões para a proposta de atualização da Política Nacional de Educação Especial

Formulário de sugestões para a proposta de atualização da 
Política Nacional de Educação Especial


OBS: Estes são os tópicos do Formulario e para cada um deles há um quadro que deveria ser preenchido e encaminhado pelas pessoas convidadas para a reunião do dia 25 de Junho de 2018 para a reunião que aconteceu em São Paulo e pelas secretarias de educação de municípios. 

Contribuições

Listamos a seguir alguns aspectos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEE-PEI - 2008).

Deixe sua contribuição a respeito dos tópicos que acredita que merecem algum tipo de atualização ou alteração. Caso possua contribuições que não se encaixem nos aspectos levantados, inclua no campo "Outros".

1) Estudantes apoiados

2) Marco Legal

3) Termos e Conceitos

4) Atores e seus Papeis

5) Recursos e Serviços

6) Formação de Gestores e Professores

7) Identificação do Estudante a ser apoiado

8) Educação Especial na Educação Superior

9) Outros


Comentário sobre a Nota de Repúdio da ANPED...



Como desde o inicio consta deste blog, inúmeras outras reuniões já aconteceram depois da 1a. realizada em 16 de abril mencionada na Nota de Repúdio da ANPED, ou seja, o processo de coleta de sugestões continua - aparentemente - a todo vapor... 

Concordo com as razões políticas apresentadas na posição de repúdio da ANPED. Todavia, preocupa-me o fato de que quando se trata de Governo Federal, as decisões não consideram repúdio ou manifestações da sociedade civil organizada, a não ser que estejamos tão organizados que temos força política para impedir um processo que está em curso ou, pelo menos, corrigir seu percurso. 

Ainda não sei, contudo, qual percurso que se quer construir porque não há clareza de posições da sociedade civil sobre pontos chaves da PNEE-PEI 2008. 

Por exemplo, no documento da ANPED o repudio se justifica pelo 

"baixo índice de representatividade e aprovação popular do Governo Michel Temer; o fato desse governo estar no período final de seu mandato; estarmos em um ano eleitoral para Presidência da República, Congresso Nacional, Governos Estaduais e Assembleias Legislativas dos Estados da Federação, consideramos inapropriado e ilegítimo que uma revisão/atualização da Política de Educação Especial seja realizada nesse momento." 

O argumento tem como base, portanto, as atuais péssimas condições/crise ético-político-partidária e a impropriedade da época para se proceder à atualização da PNEE-PEI 2008, argumentos com os quais concordo e assino embaixo! Contudo, para além desses temas, considero que agora é mais importante nos organizarmos enquanto sociedade civil e manifestarmos nossas posições juntas/os, em alto e bom som, do que apenas repudiar, repetir textos feito papagaio como tem acontecido pós documento da Profa. Maria Teresa Mantoan e Claudia Dutra (ex-SEESP) ou, simplesmente, silenciar.  

O uso do termo ´ílegitimidade´ no texto da ANPED, para mim, não procede porque associações, grupos, organizações, acadêmic@s e outras representações estão participando deste processo inicial e, para além desta participação representativa, está assumido publicamente pelo Ministro da Educação que haverá Consulta Pública a partir de setembro de 2018... Então, isso quer dizer que a consulta pública não será legitima somente se as contribuições não forem consideradas, certo? Mas se forem consideradas, como podemos considera-las ilegítimas? 

Quando serão as eleições?

O primeiro turno será em 07 de outubro e o segundo em 28 de outubro de 2018. Então... 

- será mesmo que haverá tempo suficiente para que este documento seja finalizado e lançado antes das eleições se ele irá a consulta pública somente em setembro? 

- será mesmo que os candidatos ou partidos terão tempo suficiente para negociar ou usar uma ´nova política de EE´ em seu benefício? 

-  será que o documento bomba lançado em maio (e assinado pelas Profa. Dra Maria Teresa Mantoan da UNICAMP e a ex-Secretaria da Educação Especial Claudia Dutra, cuja vinculação partidária com o PT todos/as conhecem) conseguiu deixar tod@s confusos a ponto de ficarem na periferia da especulação sobre o que está em curso?

- será que esta confusão vai, de fato, levar as pessoas interessadas a perderem a oportunidade de participar de mudanças relevantes na referida política?

Enfim, nunca é demais lembrar novamente que as professoras acima referidas -  defensoras ferrenhas da Educação Inclusiva para o público ´alvo´(!) da educação especial - foram responsáveis pela extinção da Secretaria de Educação Especial e, consequentemente, pela imensa redução das verbas destinadas à política.

E o que nós fizemos então? NADA!!!  

Enfim, algumas questões chave e muito mais relevante agora são: 

- Qual é a nossa posição com relação ao PNEE-PEI 2008? 

- Como podemos assegurar contribuições de qualidade?

- Como garantir a participação de pessoas com deficiência e suas famílias neste processo?

Honestamente, neste momento não me interessa o Temer ou o Lula, a APAE ou as escolas públicas e privadas!  O que me interessa agora, neste contexto específico, é discutir, debater, refletir, estudar, aprender, ouvir e clarificar rumores, fofocas, dúvidas, etc. O que me interessa é mesmo discutir qual é a melhor política para assegurar que as pessoas com deficiência, com TEA, com altas habilidades e superdotação, com necessidades educacionais diversas tenham asseguradas seus direitos a uma educação que lhe possibilite a melhor das oportunidades para se desenvolver, aprender e viver entre todos/as.  

Li e reli a Nota da ANPED em busca de sentido para o que está acontecendo no meio acadêmico da área de Educação Especial ( de um lado) e de Educação Inclusiva (do outro) porque ambas são orientações educacionais absolutamente opostas: 


- enquanto a educação especial segrega (nas Salas de recursos multifuncionais) a educação inclusiva inclui/integra/torna o estudante parte da comunidade da sala de aula regular; 

- enquanto a educação especial oferece serviços de apoio de base terapêutica e não educacional,a educação inclusiva busca planejar a aula e o currículo de forma diferenciada para que todos/as participem sem discriminação de qualquer ordem; 

- enquanto a educação especial se define com base nas deficiências (deficiência disso, daquilo, e mais daquilo outro) do público-´alvo´, a educação inclusiva assume a diversidade humana e as diferenças individuais existentes na sala de aula como valiosas para o enriquecimento de todos/as...


E... por aí vai!  

Por isso, continuo defendendo articulação, manifestações de grupos organizados e, principalmente, da academia que permanece desarticulada e com sussurros de  contestação! 


Fico me perguntando se as pessoas têm medo de retaliação? Será que isso é ainda ranço da ditadura ou é mesmo uma posição que tem política partidária como fundamento?

domingo, 15 de julho de 2018

Nota ANPEd sobre possível revisão da Política Nacional de Educação Especial




A ANPEd, a partir do debate acumulado sobre o tema da Educação Especial, sobretudo por meio do Grupo de Trabalho de Educação Especial (GT 15), vem a público manifestar-se sobre a divulgação de uma possível atualização da Política Nacional de Educação Especial (PNEE).

No dia 16 de abril de 2018 a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) realizou uma reunião para discutir uma proposta de atualização da PNEE, conforme noticiado na página eletrônica do Ministério da Educação (MEC);

A proposta de atualização não foi, até o presente momento, tornada pública, embora tenha circulado por todo o país, de forma privada, uma apresentação de Powerpoint que teria sido objeto da referida reunião;

Consta também da notícia veiculada pelo MEC a intenção de que a proposta de atualização seja submetida aos padrões de consulta pública praticados por esse ministério.

O debate sobre a Educação Especial no âmbito da ANPEd nunca resultou em posição contrária à discussão sobre esta ou qualquer outra política pública de educação especial. 

As/Os pesquisadoras/es têm desenvolvido vasta produção acadêmica sobre o tema, reconhecida nacional e internacionalmente.

Contudo, considerando o baixo índice de representatividade e aprovação popular do Governo Michel Temer; o fato desse governo estar no período final de seu mandato; estarmos em um ano eleitoral para Presidência da República, Congresso Nacional, Governos Estaduais e Assembleias Legislativas dos Estados da Federação, consideramos inapropriado e ilegítimo que uma revisão/atualização da Política de Educação Especial seja realizada nesse momento.

Face ao exposto, a ANPEd repudia qualquer iniciativa de revisão da política de educação especial neste governo.

ANPEd - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação




CARTA DE NATAL em defesa do público da Educação Especial na Educação Superior e Educação Profissional Tecnológica no Brasil.


Carta de Natal

A Carta de Natal é o documento resultando do II Congresso Nacional de Inclusão na Educação Superior e Educação Profissional Tecnológica, I Fórum Nacional de Coordenadores de Núcleos de Acessibilidade da IFES e I Encontro de Pesquisadores de Educação Especial da Região Nordeste.



Documento chave para subsidiar o debate nacional sobre as demandas, entraves e desafios do acesso à Educação Superior e a Educação Tecnológica profissional para estudantes que devem ser beneficiados com os serviços da Educação Especial a fim de serem incluídos educacionalmente nestes espaços acadêmicos.

Clique AQUI e acesse a Carta de Natal pela defesa da inclusão das pessoas com deficiência, das pessoas com transtorno de espectro de autista e das pessoas com altas habilidades/superdotação na Educação Superior e Educação Profissional Tecnológica no Brasil.

O ofício circular ainda foi enviado para todos os reitores das IFES para conhecimento das recomendações fruto das discussões resultante do evento.

Fonte: Site da ANPED

http://www.anped.org.br/news/carta-de-natal-ii-congresso-nacional-de-inclusao-na-educacao-superior-e-educacao-profissional  (04/06/2018)

ANPEd - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação - é uma entidade sem fins lucrativos que congrega programas de pós-graduação stricto sensu em educação, professores e estudantes vinculados a estes programas e demais pesquisadores da área. Ela tem por finalidade o desenvolvimento da ciência, da educação e da cultura, dentro dos princípios da participação democrática, da liberdade e da justiça social. Dentre seus objetivos destacam-se: fortalecer e promover o desenvolvimento do ensino de pós-graduação e da pesquisa em educação, procurando contribuir para sua consolidação e aperfeiçoamento, além do estímulo a experiências novas na área; incentivar a pesquisa educacional e os temas a ela relacionados; promover a participação das comunidades acadêmica e científica na formulação e desenvolvimento da política educacional do País, especialmente no tocante à pós-graduação.  (http://www.anped.org.br/sobre-anped)